Os dias

É de degraus e de vagares que se esculpem os dias
Da luz e da sombra, das ondulações do caos.
É de sóis e cinzas que se remenda a rotina
Das fantasias lunáticas da normalidade.
É da rudeza no tilintar das horas
Das farsas boas e de meias verdades.
É de manias e pesares que se torneiam as vidas
Da dor e da glória, das limitações do mal.

Sobre o inverno

“Nosso inverno não é destituído de cores, não é um período vazio de emoções, mas sim uma ocasião em que todas as alegrias vividas vêm à tona, fazendo-nos rejubilar com a missão cumprida. Todas as estações vividas ainda vibram em nós e estas longas noites de inverno são a ocasião propícia que a vida nos oferece para recordarmos”.

Do livro Estações, de Adelaide Reis de Magalhães, admirável artista que me ensinou sobre as estações e sobre como manter o brilho em meus olhos.