Árvores, galhos e outros ramos – o livro!

Eu já falei desse projeto querido aqui https://verbogeren.net/2018/07/08/a-exposicao-arvores-galhos-e-outros-ramos/. Foi um tempo bom em que pudemos nos dedicar às árvores com poesia, aquarela e outras técnicas visuais, performances dramáticas, declamação e até contribuindo com a organização de uma xiloteca. (Acabei de perceber que eu preciso postar fotos disso tudo!!!). O livro, que reúne as 42 poesias criadas durante a primeira fase do projeto está agora também disponível em pdf, pela Canal 6 Editora.

Pra baixar, é só clicar no link abaixo:

https://www.canal6livraria.com.br/pd-6ca1a5-arvores-galhos-e-outros-ramos.html?ct=&p=1&s=1

Depois, conta pra mim o que achou 😉

Sobre Arte II

“A Arte abre o sujeito a outras realidades. Se a Arte participa da realidade da vida através da sua materialidade, consubstanciada no seu formato (físico ou não), ainda assim é uma realidade criada pelo sujeito e, por isso, trata-se de uma irrealidade real, ou de uma realidade irreal, ou um oxímoro […].”

GONÇALVES, Carla Alexandra. Para uma introdução à Psicologia da Arte: as formas e os sujeitos. Lisboa: Edições 70, 2018, p. 61.

Era você na rua

Era você na rua
Eu não tive dúvida
Não pelo que vi
Mas pelo alvoroço nos meus pensamentos
E o furor pondo batidas a mais no meu coração.
Não duvidei que você era o vento bagunçando cada fio de cabelo meu
E aquele raio de sol
E aquela gota de calor
E aquele perfume escapando da flor até mim.
Era você, eu sei
Que se fez de sorriso do menino
E me sorriu
E foi vida dentro da vida minha
Um segredo meu
Dançando pelos meus corredores vazios.

E se as tristezas forem mais do que as levezas…?

Não há dia que se faça somente de choro, ou só de riso, só de dentes aparecendo à toa, sabe? Ou só de coração batendo apertado e respiração curta, miúda e seca… Não há dia construído só disso ou só daquilo. Cada dia tem em si muitos dias que talvez não sejam… e outros tantos que certamente serão. Um dia é uma entidade bipolar por natureza. Tem dia que é pura noite, dia que nem se sente a noite, dia que se encomprida e pula a noite até ser dia de novo. Há dias em que levezas, adornadas de muitas e sutis belezas, fazem sorrir em segredo a alma e dançar a música que cadencia nossa voz. Mas tem dias… outros dias, em que tristezas são mais que as levezas. Daí, é de se pegar o dia claro que poderia ser e fazê-lo livre, viver.

Inhotim – das lindezas de uma terra brasileira

Na semana passada eu estive, pela primeira vez, em Inhotim, o belíssimo Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico que fica em Brumadinho, Minas Gerais. Reconhecido como uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) pelo Governo de Minas Gerais e pelo Governo Federal, o local tem um acervo de arte contemporânea de excelência, constituído por obras que brilham sob o sol e a sombra do jardim e que também se organizam em modernas galerias espalhadas por 140 hectares. O que se vê é uma íntima interlocução entre Arte e Natureza que enche os olhos e desperta a alma para boas e profundas reflexões. A correria do dia-a-dia urbano revelou-se, quando submergia da minha memória recente, algo absolutamente desprovido de sentido. A grandeza de Inhotim me provocou rever meus vazios. Doeu. Mas me elevou.

Banco construído a partir do tronco caído de uma árvore – Inhotim, Brumadinho – MG, Brasil
Pé de quê eu não sei… mas é lindo!
Umas das lindezas que minha fóvea viu!!!
Ramos, ramos, ramos, ramos… “Balançando naqueles galhos, descansava qualquer pensamento…”
Uma Phalaenopsis assim… sendo rosa e feliz em meio ao verde todo.
Por ilhas e pontes e árvores, árvores, árvores…
Etlingera Elatior e Heliconias esbanjando vida.