Ecos na releitura de “O mundo de Sofia” – Eco #3

Eco #3 – página 437 “Ele [Darwin] estava pensando nas mesmas forças que continuam atuando até hoje: o clima, o vento, o degelo, os terremotos e as elevações do solo. Todo mundo sabe que ‘água mole em pedra dura tanto bate até que fura’. E isto não acontece por causa da força da água, mas pela constância, pela insistência das gotas. Lyell acreditava que tais alterações, pequenas e graduais, eram capazes de alterar completamente a natureza a longo prazo. E Darwin pressentiu que esta ideia não explicaria apenas o porquê de ele ter encontrado fósseis de animais marinhos no alto dos Andes. Durante toda a sua vida como pesquisador, ele nunca se esqueceu de que alterações lentas e graduais podiam levar a transformações dramáticas, se se considerasse o fator tempo.”

Eco: Alguém já disse que nada é, tudo está…. que a vida é impermanência (ouço isso em casa – é um privilégio). E se a cada dia, eu acordo outra… devo por na minha lista de tarefas no Todoist me olhar no espelho, escrutinar as pequenas mudanças, espiar os movimentos ínfimos e decisivos que me alteram e me mantém. Devo explorar que brilho novo ou qual opacidade nova vive. Qual parcela minha não sabe ainda nada de si e qual começo antigo poderá ganhar asas na revolução do dia.

 

Outono

Empalideceu o mundo.
E os galhos entornados no escuro do outono se desfizeram na esperança de brotar.

Desobedeceu o curso.
E as folhas vermelhadas no susto do abandono se detiveram na lembrança de ficar.

Restabeleceu o rumo.
E os prados ornados no lustro do entorno se transpuseram na bonança de mudar.