Flisc-se!

De 26 a 28 de setembro acontece a 7ª Feira do Livro de Santa Cruz do Rio Pardo.
A programação está recheada de poesia, prosa, palavras de todo jeito arranjadas com muita criatividade. Eu estarei lá, divulgando “Retalhos de alma inteira”, meu primeiro livro de poesia, publicado em 2017 e também com a Oficina de Criação, Declamação e Performance do Projeto “Árvores, galhos e outros ramos”. O convite, eu agradeço à querida Layss Pinheiro, minha professora de redação entre os meus 15 e 18 anos, autora do prefácio de “Retalhos…”, e de quem sempre recebi importante incentivo à minha escrita. Será uma grande honra participar desta festa literária! Veja a programação completa em: http://www.feiradolivrodesantacruz.com.br/

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Poemas Inconjuntos, de Alberto Caeiro (1913-1915)

Alberto Caeiro exaltou a simplicidade, os milagres que se revelam no anonimato do suceder dos dias… a rosa se abrindo, o sol se pondo, a gota caindo da folha. Neste poema, a mensagem é atualíssima, fazendo-nos refletir sobre este sentimento perene de insatisfação e da necessidade patológica de ser feliz o tempo todo e a qualquer custo. Pela liberdade de sentir o que houver para sentir: Poemas Inconjuntos!

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!