Árvores, galhos e outros ramos – o livro

Sim… é a vez do livro! É esta obra que encerra a primeira fase do projeto “Árvores, galhos e outros ramos”, financiada pelo ProAC, vinculado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. A alegria é imensa! O livro é composto por duas partes: A Parte I descreve o projeto, todos os meandros, as sutilezas e as agruras da realização de tamanha empreitada. A Parte II reúne as 42 poesias criadas ao longo de nove meses, e são ornamentadas por reproduções e fotografias das obras de André Marques. Em breve, disponibilizaremos o arquivo digital do livro, que poderá ser acessado gratuitamente. Acompanhe o projeto em: https://www.facebook.com/pg/projetoarvores/about/.

Livro “Árvores, galhos e outros ramos”, de Grace Donati e André Marques, Canal 6, Bauru, SP, 2018. Capa: reprodução da obra “Palavriada” de Grace Donati, Design gráfico de André Marques

CD de Poesias do Projeto “Árvores, galhos e outros ramos”

E não é que o CD saiu?! São 42 poesias construídas sob a temática das Árvores, repletas de sutilezas metafóricas e paixão declarada por todas as árvores que povoam nosso planeta. Em breve, disponibilizaremos todo o CD via Spotify e AppleStore. Vozes de Fernando Freitas, Joana Calepso e desta que se atreve neste blog.

Para conhecer mais sobre o projeto, visite: https://www.facebook.com/projetoarvores/

OU ainda no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCTiCxkPNY8iUsdRuDNy9aIg

Poemas Inconjuntos, de Alberto Caeiro (1913-1915)

Alberto Caeiro exaltou a simplicidade, os milagres que se revelam no anonimato do suceder dos dias… a rosa se abrindo, o sol se pondo, a gota caindo da folha. Neste poema, a mensagem é atualíssima, fazendo-nos refletir sobre este sentimento perene de insatisfação e da necessidade patológica de ser feliz o tempo todo e a qualquer custo. Pela liberdade de sentir o que houver para sentir: Poemas Inconjuntos!

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!