Pteridófitas, briófitas
Angiospermas, gimnospermas
Coníferas e gnetófitas
Não importa, são belas.
Clorófitas ou carófitas
Carnívoras, autotróficas
Magnólidas ou eudicotas
Têm luz verde, fabulosas.

Pteridófitas, briófitas
Angiospermas, gimnospermas
Coníferas e gnetófitas
Não importa, são belas.
Clorófitas ou carófitas
Carnívoras, autotróficas
Magnólidas ou eudicotas
Têm luz verde, fabulosas.

Às vezes, a gente não sabe bem
Se aquilo que não vem
É reservado à penúria
Ou a outro alguém.
Antes a dor do corpo que da alma
A fé cega que a busca incerta
A certeza posta no cuidado repetido
Porque é de esperança no dia melhor que a gente vive
E é certo que amanhã ele virá.

#tbt de ontem
Ontem era isso… parecia mais poesia. Hoje é isso ainda… mas parece ironia.
Tudo se arrasta sem paz e sem motivo, sem voz. Ao absurdo, a mudez!
“Árvores, galhos e outros ramos” é um projeto de Artes Integradas, premiado no Edital ProAC n.o 40/2017, de autoria compartilhada entre Grace Donati – esta blogueira aqui – e André Marques. Construído sobre o diálogo contínuo entre a Ciência, a Poesia, as Artes Visuais, o Teatro e a Performance, o projeto é a exaltação das árvores, desta vida quieta que nos permite existir. A Exposição está aberta à visitação na Galeria Municipal “Angelina W. Messenberg”, em Bauru, no interior de São Paulo. Visite a página do projeto no Facebook: Árvores, galhos e outros ramos no Face. Ouça algumas poesias declamadas em nosso canal do Youtube:
Canal do Projeto “Árvores, galhos e outros ramos”


Arte de Kathrin Honesta
Você invade
Eu invadida
Você acoa
Eu acoada
Você grita
E eu calada
Na violência
Violentada.
Você atinge
Eu atingida
Você condena
Eu condenada
Você agride
Eu agredida
Você sangra
Eu maculada.
Pus as duas mãos no peito, tensionando acalentar cada pulso de um coração confuso e febril. Nada pude, além da consciência da urgência do agora.
Amanhã, eu tento de novo
Parar o tempo
Colorir o sossego pincelando a angústia de existir
Escolhendo as palavras para por luz no que escurece a emoção.
Amanhã, eu tento de novo
Organizar, por no lugar o que andou por aí sem rumo
Pagar as dívidas e curar as feridas
Preparar dias com mais primor.
Amanhã, eu tento de novo
Cumprir as promessas, ouvir canções de seresta que apaziguam o coração.
Tento ler os versos dos mestres
Comprar presentes e os venenos úteis
Jogar o acúmulo, o lixo futuro.
Amanhã, eu tento de novo
Agendar dias de só delícias
Aprumar e rezar
Registrar a ciência
Dormir o sono da paciência
Bebericar chá e pensar
Brincar de imaginar.
Amanhã, eu tento de novo e de novo
Cuidar do meu cuidar
Ouvir canção de Oswaldo
Esticar o corpo flácido
Respirar o ar sem par
Tento comprar o necessário
Declamar fora de horário
Esvaziar meu carro.
Amanhã, eu tento de novo
Virar uma só sendo dez
Ser multidão de uma vez
Delegar a criança fácil
Acender a vela
Aguar a planta
Ser pequena e tanta.
Há dias em que existir não me basta. São muitas ausências, poucas surpresas, nenhuma beleza.