Fumacinha

Morrer podia ser uma mudança lenta
Nada de drama ou de dor
Nada de lágrima.
O vento, ao tocar o corpo levaria dele
Um tanto do suor e do calor
Um fio, um cheiro, um brilho.
A cada sopro, menos do corpo um pouco
A capa passagem pela carne
Uma subtração de minúsculos pedaços de existência 
Uma viagem de cortes de si por aí
A derradeira desconstrução sutil e flutuante.
E assim, até virar fumacinha
Uma ex-pessoa
Seria eu mais feliz.

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