Homo pensants

Já estou cansado de mudar as minhas rotas de esquecer as minhas metas de esconder minhas derrotas de crescer por códigos beta e de forçar a entrada em alfa de desistir de pisar grama. Já estou farto de querer malhar sorrisos esquecer meu ex-abrigo e morrer de frio nas camas que não me sustentam mais. Estou cheio do vazio inconsistente da miséria insistente do meu luxo não vulgar. Quero cheirar lixo pra parecer gente. Tomar banho pra esquecer meu perfume que mente. Andar descalço pra sentir doer minhas bases pra fazer arder meus pés e ver gritar meus músculos pra sentir de volta a vida pra poder deixar as coisas que eu já tenho e que me enojam. Ir ao fundo para então submergir. Cair porque eu posso levantar. Tomar conta de perder porque eu preciso chorar pra sorrir. Me afundar em lama pra me sujar em água. Despencar no poço que não vai me abrigar. Perder para que eu sofra ao ganhar. Obter coisas fúteis que me fazem rastejar. Ganhar… o lixo que me escraviza e vender meu ar pra poder olhar meu eu… amar. O ridículo de mim quero ver ir embora pra matar de vergonha os ratos que me abraçam. Para que eu possa me sujar e então me sentir limpo. Pra poder viver.

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